domingo, 12 de junho de 2011

100 suns

I believe in nothing,

Not the end and not the start

I believe in nothing,
Not the Earth and not the stars

I believe in nothing,
Not the day and not the dark

I believe in nothing,
But the beating of our hearts

I believe in nothing
One hundred suns until we part

I believe in nothing,
Not in Satan, not in God

I believe in nothing,
Not in peace and not in war

I believe in nothing,
But the truth of who we are

(30 second to mars)

A quem confiar as minhas lágrimas e os meus sonhos?

Observei, hoje à tarde, um pedaço de papelão voar centímetro a centímetro no chão a minha frente. E mesmo com calor e sentindo o meu corpo pesar tanto quanto as sacolas que carregava, eu compreendi que aquilo poderia ser uma representação simples da nossa existência. Somos tão frágeis quanto aquele pedaço de papelão. Movidos para qualquer lado pela vida. Sem escolha.

"e eu só quero que você saiba que estou tentando encontrar um motivo para mim"

Tenho me sentindo diferente. É como se tudo não valesse à pena, ou nada fosse tão satisfatório quanto eu esperava. Me sinto tão oca por dentro, como se nunca tivesse existido nada ali. Uma dor tão profunda e descontente. Não sei qual ou quais os motivos disso tudo, mas tenho receio do que isso possa fazer comigo. Essa ausência pode me moldar como quiser, me mover o quanto puder, tal qual o vento que carrega as folhas secas no chão. E eu sinto que nada é verdadeiro.

"eu tenho medo que ela se torne amargurada"

Incrível pensar que, nesta idade, eu tenha o desprazer de me tornar isso. Amargurada. Meus traços já começam a sugerir isso. E eu me sinto infeliz por ser obrigada a observar isso no meu reflexo. Todos os dias. A cada passo que eu dou a frente, o mesmo se anula com duas, três passadas contrárias. Onde eu estou afinal? Para onde eu vou? A quem confiar as minhas lágrimas e os meus sonhos? 


Minhas palavras podem parecer desconexas para você, não para mim.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Quem dirá que isso é ridículo?


Bendito seja o que está no alto de nossas cabeças. Que com um brilho infinito e quente, não é limitado e alimenta os meus sonhos, sempre embalados a belas canções. 

Sempre que estou sozinha, a caminho de algum lugar, procuro avaliar o que está no alto. Bem distante. Intocável. Aquela imensidão azul manchada de branco. Quem dirá que isso é ridículo? Ninguém, pois todos um dia já olharam. E por que não dizer que imaginaram (ou até sentiram) tocá-lo? 

Depois do azul infinito, vem a mescla da aurora. Contagiando. Convidando a ser vista. Olhem para mim. É de acalmar qualquer ser e de inebriar qualquer tonto que insiste em olhar para o chão.