segunda-feira, 30 de maio de 2011

Mais um ninguém que os olhos vão continuar a não perceber

Durante a minha caminhada vespertina percebi algo dentro de mim. Eu compreendi que ela nunca deixou o meu ser. Mesmo eu encontrando novos rumos, seu permanente incômodo está aqui, bem aqui. Dentro de mim. Um dia, há muito tempo, escrevi poucas linhas para uma história. Ali está impresso todo o meu credo sobre o fim de uma vida. Ao final de uma jornada, você não passa de um número. Você vai ser apenas mais um número na contagem de corpos de um cemitério, de caixões que estão sendo entregues a terra, mais um ninguém que os olhos vão continuar a não perceber.

Eu não sentia, durante as minhas passadas, que o meu fim estava próximo. Não. Eu apenas senti que estou a continuar definhando. O meu ser não é o mesmo e o nó que se formava em minha garganta, há tempos esquecido, retornou. Tenho receio do que isso posso vir a significar. Mais que isso. Eu tenho medo. Assim como todo ser humano, eu temo pelo que não conheço. Eu poderia até imaginar o que venha a ser, mas como sempre, eu posso estar enganada.

A única verdade que sei é que estou imersa num mundo de mentiras. Nessa montanha-russa de sentimentos bons e ruins, eu me vejo cansada de lutar contra mim mesma. Contra o que alguns chamam de depressão, ou dupla personalidade, ou sei lá o que. Sinto felicidade extrema dias sim, dias não. Sinto o obscuro me invadir dias sim, dias não. Eu já me vi assim. Mas, não consegui enfrentar sozinha. Eu não quero estar sozinha.

Numa noite calorosa, eu tive um sonho ruim. Nem ao menos gosto de relembrá-lo. Mas, é que isso fica indo e voltando sempre a minha mente e confunde as minhas ideias. O que será que ele quis dizer? Talvez nós estejamos perdidos e sem chances de voltar.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Limite-se a sua ignorância

Encarei esta página em branco por alguns segundos. Minto. Visualizei esta tela durante muito tempo, diria dias, até. O receio era sobre o que escrever dessa vez. Nesta tarde, minha reflexão foi enfim sanada. Fluiu, assim como bons discursos.

Sempre que venho até aqui, tento expor em palavras o que estou sentido sobre determinado acontecimento. A descrição da página diz tudo: "um refúgio". Sim, este é meu refúgio, é praticamente um diário, entretanto sem a sua peculiaridade de ser secreto. O que me importa expor meus pensamentos e sentimentos numas poucas linhas que muitos que quiserem poderão ler?

Pois bem, foi nesta tarde que, mais uma vez, a decepção foi acrescida a minha rotina. Apesar dos sorrisos e gargalhadas, algumas observações trazidas até mim, me marcaram em especial. E não. Não posso deixá-las passar sem me dar o direito de resposta.

Então, me responda você que, nem ao menos tem conhecimento destas palavras. Quem você pensa que é? O que você acha que eu sou? Ou melhor dizendo, o que você "acha que tem a certeza" que eu sou?

O julgamento precipitado só afeta os que rebatem a cara alheia com as palavras. Dessa vez eu peço. Tenha medo do que você pensa, supõe, fala. Não queira dar uma de entendida, pessoa, hoje, desprezível. O seu saber não passa de discriminação. Não. Eles não são alucinados, malucos, ou qualquer adjetivo que vague por essa sua mente bitolada.

O diagnóstico que tenho sobre a sua falta de conhecimento não caberia neste humilde recanto. Por isso, eu me limito, mesmo sem querer, a pedir, encarecidamente... Limite-se a sua ignorância e não queira envolver os que gostam de mim nessa sua sujeira.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Não estais, tu, cansado de estar cercado de idiotas?

Abram alas para o meu grito. Minha voz está clamando alto por causa da quantidade de injustiça que existe. Se não existe com você, pelo menos comigo é rotina.

Falsários conseguem estragar boa parte da minha vida com palavras desconexas e irreais. Até que os seus semblantes tentavam transmitir um imagem diferente, entretanto as suas palavras surraram o meu ego e o apreço que eu tinha.

Então, eu pergunto. Não estais, tu, cansado de estar cercado de idiotas? De falsas amizades, de falsos amores?

Calam-me de forma brutal, voraz. E, nesse joguinho de falsos amigos, continuam a massacrar o meu valor e a minha verdade. Já chega. Farta estou de tanta ladainha. De tanta supremacia. Eu quero mais é fugir de tudo isso, esquecer o que foi ruim e alçar voos mais altos e perigosos.

O salto de seus sapatos já estão desgastados de tanto andar em busca do inferno alheio. Sua boca amarga há tempos palavras que ferem os mais oprimidos.

Desconsidere essa mensagem quem sempre esteve ali, perto de mim.

Meu coração se aperta e minha respiração se extinguem por causa disso.
Estou farta.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Eu os amarei sempre

Não.

Eu só não quero sentir mais esse vazio que habita o meu interior. Pode até parecer incoveniente pedir, mas por que não se afasta? Por que não me libera dessa angústia? Mais fácil seria se não existesse.
Ontem, quase que debruçada sobre meu corpo, meu lado sombrio me vencia. Entretanto, aqueles sorrisos conseguiram reavivar-me. Como não ceder?

Foi magicamente bom. Explêndido. Perfeito.
Queria mais. Queria de novo.
Não sei o que seria de mim sem tê-los. Não preciso nomear. Seus corações compreendem.

Em meio a tantas negações, apenas uma afirmação: Eu os amarei sempre.

domingo, 8 de maio de 2011

Seja feliz não apenas neste dia. Seja feliz sempre

Quando eu era mais jovem e tinha medo, bastava ela sorrir. Todos aqueles demônios esvaiam-se apenas com o brilho da sua proteção.

Vivendo sozinha agora, a sua voz parece mais reconfortante do que antes. É como se ela me salvasse de toda a escuridão que me segue nesses caminhos tortuosos e estranhos.

Quando me vejo num beco sem saída, é ela quem me vem a memória. E eu grito o seu nome com todo o ar dos meus pulmões. Chego a ficar sem ar. O oxigênio me falta. Desfaleço, mas ela está ali. Eu sinto.

Quando as lágrimas rolam face a baixo, sinto que ela chora comigo, compartilhando da minha dor. O meu fardo, assim, fica mais leve.

É um amor tão indefinível. Inexplicável. Imensurável.

Eu sinto a saudade invadindo o meu peito em momentos apropriados ou não. Hoje é um dia apropriado. Hoje é o dia que o capitalismo escolheu como data de celebração da sua "função". Desprezível.

Sinto falta de dar um abraço apertado, de gargalhar junto ou de apenas vê-la constantemente.
Eu entendo. Ela, também. Hoje, tudo é mais controlado e sabemos distinguir tudo. Por isso que, aqui sozinha, eu não molho as letras como antes.

Amo-te. Seja feliz não apenas neste dia. Seja feliz sempre.

Esqueça todo o resto. Esqueça tudo

E não tenha medo.

Não tenha medo de ser feliz. Ou de fazer aquilo que sua alma quer. Você é formado pelas ações que pratica. Não guarde ressentimentos por atitudes que tenha realizado.

A dor será muito maior se você negar com um balanço de cabeça aquilo que o seu coração, aos saltos, deseja fazer. Esqueça todo o resto. Esqueça tudo. Todos.

Ninguém é substítuivel.

Os ponteiros giram. O tempo passa. E você pode continuar a fingir que está tudo bem, mesmo não estando.
Apenas sinta ao vento e siga-o. Ele vai indicar a direção certa. É o seu tempo.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Talvez alguém tenha lembrado, talvez não

É sempre bom ouvir músicas que nos trazem significados nas entrelinhas das letras. Hoje, por exemplo, não consegui deixar de pensar nele. Nesta data que quase se encerra, algumas melodias, mesmo que não tenham nada a ver com a nossa história, comoveram-me e trouxeram até as minhas vistas a sua imagem.

Sei que ele mudou muito. Seu aspecto físico já não é mais o mesmo de algum tempo atrás. Por palavras alheias, sei que seu olhar está carregado de algum sentimento vazio. Não transparece em seu semblante nenhum tipo de carinho por quem fez parte da sua vida durante muito tempo.

Já no fim deste dia, o seu nome retomou a minha mente. E eu quis pedir a sua ajuda para fins próprios. No entanto, em meio a essa tragédia sem ponto final, voltei atrás e acho melhor não tocar na ferida, sempre aberta. Neste momento, me pergunto: "Mas, você não o havia perdoado?" Sim, o perdoei. Entretanto, nenhuma dor passa tão rapidamente assim. Nas minhas lembranças, ainda estão os ecos infinitos de agonia.

Não o reconheço mais como antes. O seu "papel" já não lhe cabe mais. Nem sei quem você é.

Das letras, só consegui perceber um único significado. Casa. Ele está lá. Lá, de onde vim. Talvez sozinho, talvez acompanhado de sua nova família.

Talvez alguém tenha lembrado, talvez não.