Quando eu era mais jovem e tinha medo, bastava ela sorrir. Todos aqueles demônios esvaiam-se apenas com o brilho da sua proteção.
Vivendo sozinha agora, a sua voz parece mais reconfortante do que antes. É como se ela me salvasse de toda a escuridão que me segue nesses caminhos tortuosos e estranhos.
Quando me vejo num beco sem saída, é ela quem me vem a memória. E eu grito o seu nome com todo o ar dos meus pulmões. Chego a ficar sem ar. O oxigênio me falta. Desfaleço, mas ela está ali. Eu sinto.
Quando as lágrimas rolam face a baixo, sinto que ela chora comigo, compartilhando da minha dor. O meu fardo, assim, fica mais leve.
É um amor tão indefinível. Inexplicável. Imensurável.
Eu sinto a saudade invadindo o meu peito em momentos apropriados ou não. Hoje é um dia apropriado. Hoje é o dia que o capitalismo escolheu como data de celebração da sua "função". Desprezível.
Sinto falta de dar um abraço apertado, de gargalhar junto ou de apenas vê-la constantemente.
Eu entendo. Ela, também. Hoje, tudo é mais controlado e sabemos distinguir tudo. Por isso que, aqui sozinha, eu não molho as letras como antes.
Amo-te. Seja feliz não apenas neste dia. Seja feliz sempre.
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