quinta-feira, 19 de maio de 2011

Limite-se a sua ignorância

Encarei esta página em branco por alguns segundos. Minto. Visualizei esta tela durante muito tempo, diria dias, até. O receio era sobre o que escrever dessa vez. Nesta tarde, minha reflexão foi enfim sanada. Fluiu, assim como bons discursos.

Sempre que venho até aqui, tento expor em palavras o que estou sentido sobre determinado acontecimento. A descrição da página diz tudo: "um refúgio". Sim, este é meu refúgio, é praticamente um diário, entretanto sem a sua peculiaridade de ser secreto. O que me importa expor meus pensamentos e sentimentos numas poucas linhas que muitos que quiserem poderão ler?

Pois bem, foi nesta tarde que, mais uma vez, a decepção foi acrescida a minha rotina. Apesar dos sorrisos e gargalhadas, algumas observações trazidas até mim, me marcaram em especial. E não. Não posso deixá-las passar sem me dar o direito de resposta.

Então, me responda você que, nem ao menos tem conhecimento destas palavras. Quem você pensa que é? O que você acha que eu sou? Ou melhor dizendo, o que você "acha que tem a certeza" que eu sou?

O julgamento precipitado só afeta os que rebatem a cara alheia com as palavras. Dessa vez eu peço. Tenha medo do que você pensa, supõe, fala. Não queira dar uma de entendida, pessoa, hoje, desprezível. O seu saber não passa de discriminação. Não. Eles não são alucinados, malucos, ou qualquer adjetivo que vague por essa sua mente bitolada.

O diagnóstico que tenho sobre a sua falta de conhecimento não caberia neste humilde recanto. Por isso, eu me limito, mesmo sem querer, a pedir, encarecidamente... Limite-se a sua ignorância e não queira envolver os que gostam de mim nessa sua sujeira.

2 comentários:

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  2. ''As pessoas grandes adoram os números. Quando a gente lhes fala de um novo amigo, elas jamais se informam do essencial. Não perguntam nunca: "Qual é o som da sua voz? Quais os brinquedos que prefere? Será que ele coleciona borboletas? "Mas perguntam: "Qual é sua idade? Quantos irmãos tem ele? Quanto pesa? Quanto ganha seu pai?" Somente então é que elas julgam conhecê-lo. Se dizemos às pessoas grandes: "Vi uma bela casa de tijolos cor-de-rosa, gerânios na janela, pombas no telhado..." elas não conseguem, de modo nenhum, fazer uma idéia da casa. É preciso dizer-lhes: "Vi uma casa de seiscentos contos". Então elas exclamam: "Que beleza!" Assim, se a gente lhes disser: "A prova de que o principezinho existia é que ele era encantador, que ele ria, e que ele queria um carneiro. Quando alguém quer um carneiro, é porque existe" elas darão de ombros e nos chamarão de criança! Mas se dissermos: "O planeta de onde ele vinha é o asteróide B 612" ficarão inteiramente convencidas, e não amolarão com perguntas. Elas são assim mesmo. É preciso não lhes querer mal por isso. As crianças devem ser muito indulgentes com as pessoas grandes. Mas nós, nós que compreendemos a vida, nós não ligamos aos números ! Gostaria de ter começado esta história à moda dos contos de fada. Teria gostado de dizer: "Era uma vez um pequeno príncipe que habitava um planeta pouco maior que ele, e que tinha necessidade de um amigo..." Para aqueles que compreendem a vida, isto pareceria sem dúvida muito mais verdadeiro.''

    #Trecho do livro O Pequeno Príncipe.


    Julgar é muito fácil. Principalmente quando não se tem o compromisso de avaliar, com justiça, o conteúdo. Observa-se a ilusão das aparências e acredita-se que elas sejam, de fato, reais. E é nisto que reside todo o engano.

    Olhar para uma pessoa e ver somente seu exterior é como julgar um livro pela capa, ou olhar para a fachada de uma casa e dizer "ela custa tanto...". Poucos, pouquíssimos, se atrevem a olhar pela janela.

    Dizem que os olhos são as Janelas da Alma. Se forem, tudo o que posso dizer é que sua alma possui belíssimas janelas, e o que eu vejo por elas é magnífico. E eu poderia passar horas e horas descrevendo a beleza de suas janelas. Que dirá, então, do que vejo por elas...


    ''Só se vê bem com o coração, o essencial é invisivel aos olhos.''

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